O Benfica reagiu, esta quinta-feira, ao castigo anunciado pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol a José Mourinho, após a expulsão do treinador dos encarnados frente ao FC Porto, já no final do Clássico do Estádio da Luz.
O órgão judicial da Liga Portugal acabou por 'entregar' uma sentença de um jogo de castigo para o técnico das águias, juntamente com uma multa avultada de 3.825 euros pelo cartão vermelho e pelas palavras dirigidas a Lucho González.
"Aos 92 minutos após expulsão pelo Árbitro dos agentes desportivos, treinador principal visitado José Mourinho e Delegado visitante, Luis Gonzalez, na entrada para o tunel de acesso aos balneários, o treinador José Mourinho dirigiu-se ao Delegado Luis Gonzalez, fazendo gesto com dedo indicador a bater no polegar e repetindo varias vezes " és pequenino" [tendo o Delegado respondido "és um traidor"] (...) Esta situação provocou uma altercação entre vários elementos que tentavam separar os ditos agentes desportivos", lê-se no relatório de jogo.
O delegado da partida escreveu que a expulsão foi causada pela altercação que o pontapé de José Mourinho na bola para a bancada causou entre os dois bancos.
"Aos 91 minutos na sequência do segundo golo visitado, o Treinador do Benfica, José Mourinho, lic.21589, correu em direcção ao meio campo e pontapeou uma bola que estava no cone, em direcção à bancada. Este comportamento despoletou uma reacção adversa dos elementos visitantes instalados no banco de suplentes e suplementar, tendo provocado uma altercação entre os elementos dos dois bancos", escreveu-se nesta nota., que gerou ainda outra multa ao timoneiro sadino no valor de 1.530 euros.
Resposta do Benfica categórica com reprimenda
- A direção do clube encarnado não tardou em responder a esta nota, dando o seu parecer de repúdio firme e inequívoco ao castigo aplicado a José Mourinho.
"Trata-se de uma decisão manifestamente injusta, desproporcionada e persecutória, tomada ao arrepio do que efetivamente ocorreu no final da partida. Como foi prontamente esclarecido pelo treinador na conferência de imprensa pós-jogo, e como as imagens amplamente divulgadas comprovam, o treinador do Benfica limitou-se a chutar a bola para a bancada num momento de celebração, como já aconteceu outras vezes, sem qualquer intenção de desrespeito ou provocação", referem as águias.
"Mais importante ainda: desvaloriza as provocações de Lucho González a José Mourinho após as expulsões, no túnel de acesso aos balneários. O Sport Lisboa e Benfica considera esta decisão profundamente injusta e injustificada, motivo pelo qual irá recorrer pelos meios próprios, com a convicção de que, em sede própria, será reposta a verdade dos factos e feita justiça", reforçou, deixando clara a sua posição.
Confira o comunicado do clube da Luz na íntegra:
"O Sport Lisboa e Benfica repudia, de forma firme e inequívoca, o castigo aplicado ao seu treinador, José Mourinho, pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.
Trata-se de uma decisão manifestamente injusta, desproporcionada e persecutória, tomada ao arrepio do que efetivamente ocorreu no final da partida. Como foi prontamente esclarecido pelo treinador na conferência de imprensa pós-jogo, e como as imagens amplamente divulgadas comprovam, o treinador do Benfica limitou-se a chutar a bola para a bancada num momento de celebração, como já aconteceu outras vezes, sem qualquer intenção de desrespeito ou provocação.
Perante a evidência dos factos, não se compreende a aplicação de um castigo que deturpa o contexto do sucedido, ignora as explicações prestadas, bem como aquilo que é visível nas imagens desse momento. Mais importante ainda: desvaloriza as provocações de Lucho González a José Mourinho após as expulsões, no túnel de acesso aos balneários.
O Sport Lisboa e Benfica considera esta decisão profundamente injusta e injustificada, motivo pelo qual irá recorrer pelos meios próprios, com a convicção de que, em sede própria, será reposta a verdade dos factos e feita justiça.
O Clube reitera o seu total apoio ao treinador José Mourinho e continuará a defender, de forma intransigente, a verdade desportiva e o respeito pelos seus profissionais, apesar de mais uma lamentável decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol."






