A ascensão meteórica de Mile Svilar no futebol italiano continua a gerar debate — e, desta vez, o foco volta-se para a decisão do Benfica em permitir a saída do guarda-redes a custo zero, uma opção que hoje é vista internamente como um erro estratégico.
Segundo informações recolhidas junto de fontes próximas da estrutura encarnada, Rui Costa reconhece em privado que a saída de Svilar, sem qualquer retorno financeiro, foi uma das decisões mais difíceis de digerir nos últimos anos, sobretudo face ao estatuto que o jogador alcançou entretanto.
De excedentário a elite mundial
Atualmente titular indiscutível da Roma, Mile Svilar é apontado por Daniele De Rossi como estando “entre os três a cinco melhores guarda-redes do mundo”, afirmação que teve forte impacto mediático e voltou a colocar o Benfica no centro da discussão.
Na presente temporada, o guardião sérvio soma 29 jogos oficiais, apenas 20 golos sofridos e uma valorização de mercado que já ronda os 35 milhões de euros, números que contrastam com a forma discreta como saiu da Luz.
Uma aposta que nunca se consolidou no Benfica
Contratado ao Anderlecht como uma das maiores promessas da sua geração, Svilar nunca conseguiu afirmar-se de forma consistente no Benfica. Entre a equipa principal e a B, o guarda-redes acabou por ficar sempre atrás de opções mais experientes, apesar de ter deixado momentos históricos, como o recorde de guarda-redes mais jovem de sempre a atuar na Liga dos Campeões.
A falta de continuidade e confiança acabou por ditar a saída do jogador, numa altura em que o clube optou por não renovar contrato.
Mourinho acreditou, Roma colheu os frutos
Foi em Itália que Svilar encontrou estabilidade. Primeiro com José Mourinho, depois com Daniele De Rossi, o guarda-redes ganhou estatuto, confiança e protagonismo, transformando-se numa das figuras da Roma e numa referência na Serie A.
Internamente, no Benfica, a evolução do jogador é agora vista como um caso de estudo, levantando questões sobre gestão de ativos e aproveitamento de jovens talentos.
Decisão que continua a pesar
Apesar de Rui Costa nunca ter assumido publicamente arrependimento, o crescimento exponencial de Svilar e o reconhecimento internacional que hoje recebe tornam cada vez mais difícil ignorar o impacto da decisão tomada.
Num mercado onde cada milhão conta, deixar sair um jogador que hoje vale dezenas de milhões sem qualquer compensação financeira é uma ferida que continua aberta na Luz.






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