O atletismo português está de luto. Fernando Mamede, uma das maiores figuras de sempre da modalidade em Portugal e antigo recordista mundial dos 10.000 metros, faleceu esta terça-feira, dia 27 de janeiro, aos 74 anos.
A informação foi confirmada pela Federação Portuguesa de Atletismo, que destacou o percurso ímpar de um atleta cuja carreira ficou marcada pela excelência competitiva e por um legado que atravessa várias gerações do desporto nacional.
“É com profundo pesar que lamentamos o falecimento de Fernando Mamede, uma figura única do atletismo português, cuja dedicação e talento o levaram a alcançar feitos históricos, incluindo um recorde mundial, três europeus e dezenas de recordes nacionais”, pode ler-se na nota divulgada pela federação.
Natural de Beja, Fernando Mamede manteve o recorde mundial dos 10.000 metros entre 1984 e 1989, um feito que projetou o nome de Portugal no panorama internacional do atletismo. Ao longo da sua carreira, participou em três Jogos Olímpicos — Munique 1972, Montreal 1976 e Los Angeles 1984 — consolidando-se como um dos atletas mais consistentes da história nacional.
Sempre ligado ao Sporting Clube de Portugal, onde ingressou em 1968 pela mão do lendário professor Mário Moniz Pereira, Mamede bateu 27 recordes nacionais, além de três recordes europeus e um mundial. O recorde dos 10.000 metros viria a ser superado em 1989 pelo mexicano Arturo Barrios.
Para além do impacto desportivo, a morte de Fernando Mamede representa também a perda de uma marca simbólica do atletismo português, cujo valor histórico, institucional e mediático permanece incontornável. O seu nome continua associado a uma era de ouro da modalidade, com forte relevância na memória coletiva do desporto nacional.






