O processo de reestruturação das companhias aéreas nacionais sofreu um revés financeiro significativo.
Devido ao incumprimento de prazos e metas acordados com a Comissão Europeia, tanto a TAP como a SATA serão obrigadas a reembolsar montantes consideráveis aos cofres públicos.
O Caso da TAP: 25 Milhões de Reembolso
A companhia de bandeira não conseguiu concretizar a venda de duas empresas do grupo dentro da janela temporal estipulada por Bruxelas. Como consequência direta deste atraso estratégico:
- Montante a devolver: 25 milhões de euros.
- Causa: Incumprimento do plano de desinvestimento obrigatório que acompanhou as ajudas estatais.
- SATA: Privatização Falhada
A situação repete-se nos Açores. A SATA, que se encontra num processo de reestruturação profunda, também não cumpriu a meta de privatização prevista.
A falha no cronograma obriga a transportadora açoriana a devolver vários milhões de euros relativos aos apoios recebidos, agravando a pressão sobre as contas da empresa e da região.
O Contexto: Estas devoluções surgem num momento em que ambas as companhias tentam recuperar a sustentabilidade financeira, mas ficam agora reféns das “cláusulas de salvaguarda” impostas pela União Europeia para garantir a concorrência justa no setor.






