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Noélia Pereira quebra o silêncio e revela trauma chocante que trava o seu sucesso na 1.ª Companhia

 

Emocionada, a concorrente algarvia revelou que o trauma de perder a capacidade de trabalho condicionou o seu desempenho físico no quartel. Manuel Luís Goucha saiu em defesa da recruta.

A semifinal da 1.ª Companhia ficou marcada por um momento de introspeção profunda durante a “Caminhada Especial”. Sob o comando do Capitão Moutinho, Noélia Pereira abriu o coração sobre as origens da sua ética de trabalho rigorosa e o receio paralisante que a impediu de se entregar totalmente aos desafios físicos da recruta.

Uma infância moldada pelo trabalho

Longe da imagem de dureza que costuma projetar, Noélia recordou uma infância de liberdade, mas também de responsabilidade precoce. Aos quatro anos, já auxiliava nas tarefas domésticas, uma autonomia concedida pelos pais que moldou a sua identidade atual. No entanto, a recruta admitiu que essa dedicação extrema ao trabalho se tornou um “refúgio”, resultando num isolamento social que a participação no reality show da TVI visou colmatar.

O “Terror” da Invalidez

O ponto fulcral do seu testemunho foi a revelação do medo que tem condicionado a sua prestação nas provas de obstáculos: a perda da saúde.

“O meu maior terror é perder a saúde e ficar impossibilitada de trabalhar”, confessou.

Este bloqueio psicológico, segundo a própria, manifesta-se através de um receio constante de sofrer lesões graves durante os circuitos militares. Noélia reconheceu que este instinto de preservação a impediu de “dar mais” à companhia, mas prometeu um esforço final para superar o trauma na última etapa do jogo.

Lições de Camaradagem

Para além das questões físicas, a experiência na base militar forçou a empresária a confrontar a sua dificuldade em partilhar responsabilidades. Noélia sublinhou que a 1.ª Companhia a ensinou:

  • A importância da camaradagem em detrimento do individualismo;
  • A necessidade vital de delegar tarefas;
  • O valor do convívio social, algo que a sua rotina profissional habitualmente anula.

A fechar o balanço da sua participação, a algarvia declarou sentir-se “mais leve” e focada no essencial: saúde para si e para a sua mãe. Fora do quartel, a sua postura encontrou eco em Manuel Luís Goucha, que não hesitou em sair publicamente em sua defesa, validando a autenticidade da concorrente.