Músicas + Gostadas

Explosivo: Pedro Chagas Freitas quebra o silêncio e sai em defesa de Tânia Laranjo

 

Numa publicação que está a gerar debate nas redes sociais, o autor de best-sellers elogia a “humanidade” e a “capacidade de rir de si própria” da jornalista da CMTV, criticando o que chama de “elitismo bacoco” na profissão.

A cobertura mediática das recentes tempestades em Portugal não trouxe apenas imagens de destruição; trouxe também uma acesa reflexão sobre o papel do jornalista no terreno. No centro desta discussão está Tânia Laranjo, profissional da CMTV, que foi alvo de uma homenagem pública e vigorosa por parte do escritor Pedro Chagas Freitas.

O Ataque ao “Elitismo”

Através da sua conta de Instagram, Chagas Freitas utilizou o seu estilo característico para traçar uma linha divisória entre o jornalismo de proximidade e o que descreve como um setor snobe da sociedade. “O jornalismo tem de se deixar de um elitismo bacoco”, afirmou o escritor, defendendo que o profissional da informação deve ser, acima de tudo, “uma pessoa” que sente o espaço e a história, em vez de um mero “narrador” distante.

Para o autor, a autenticidade de Laranjo é precisamente o que incomoda os críticos:

“A Tânia Laranjo é o contrário dos merds. Deve ser por isso que os merds não parecem gostar muito dela. Acho que isso é mais uma medalha do que um problema.”

A “Grandeza” de Rir de Si Próprio

Um dos pontos mais destacados na missiva de Freitas foi a resiliência emocional da jornalista perante o escrutínio público e a “cultura do meme”. Num mundo digital onde a imagem é rigorosamente controlada, o escritor enaltece a forma como Tânia lida com as piadas e as críticas que circulam na internet.

  • A lição do ego: Freitas admite ter demorado anos a aprender a rir de si mesmo, classificando essa capacidade como um “processo profundo”.
  • O equilíbrio: Segundo o autor, a grandeza reside em levar o trabalho a sério, mas não se levar demasiado a sério a si próprio.

Jornalismo de Carne e Osso

A fechar a sua reflexão, Pedro Chagas Freitas apela a um jornalismo menos robótico e mais empático. Defende que as redações precisam de profissionais que “chorem com quem acabou de perder a casa” e que se “atirem para o meio de um temporal” para sentir a realidade, e não apenas para a reportar tecnicamente

Esta tomada de posição surge num momento em que a prestação de Tânia Laranjo no terreno tem sido, como habitualmente, acompanhada de perto pelo público, dividindo opiniões entre quem preza o estilo direto da CMTV e quem critica a espetacularização da notícia. Para Chagas Freitas, contudo, a dúvida não existe: o jornalismo ganha quando é feito “da mesma massa que se faz a vida”.